
Durão ou sensível disfarçado? Brava ou tímida? Sedutor ou apenas um bom tagarela boa praça? É muito comum as pessoas fazerem de si uma imagem que muitas vezes não corresponde de fato ao que elas são, e que, em geral, é a que os outros enxergam.
Seja para tirar vantagem ou até mesmo por dificuldade de percepção da autoimagem, elas sempre acabam distorcendo, nem que seja um pouquinho, a visão que tem de si mesmas e isso gera certo desconforto quando alguém aponta este descompasso. "Temos dificuldade de identificar exatamente como somos, porque criamos uma versão sempre mais completa de nós mesmos que corresponde sempre ao que acreditamos ser o ideal de personalidade mais aceitável socialmente, porém, pode ocorrer também o oposto, ou seja, exageramos um pouco nas qualidades que achamos ruins buscando no outro o reforço positivo que atenua nossos defeitos", explica a psicóloga da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, Áurea Caetano.
Áurea explica que a autoimagem é formada de acordo com as referências que recebemos ao longo da vida e pode retratar algum trauma ou distúrbio, dependendo do caso, mas que em geral, as pessoas criam um perfil sem ter total consciência de que estão fazendo isso.
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